Serviços Administrativos da Suprema Corte dos Bruxos

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Serviços Administrativos da Suprema Corte dos Bruxos

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MOMMY'S WORK

Era a segunda vez em menos de uma semana que visitava o Ministério da Magia, porém, desta vez, era para algo extremamente bom. Melysia fora convidada recentemente por sua mãe para fazer uma pequena visita ao seu escritório, para que de lá a garota pudesse conhecer o emprego da mulher que tanto respeitava, sendo que em breve, a mesma esperava que seguisse seus passos.

Diferentemente de seu irmão, a jovem não tinha planos de deixar sua família e muito menos de sumir no mundo. Uns poderiam considerar sua ideia do que é viver bem algo pacato, porém ela achava fascinante ter tantas escolhas a sua disposição, com suas notas poderia alcançar o cargo que quisesse se se esforçasse.

Desta vez, suas vestes eram simples e comum, como as de uma verdadeira jovem adolescente londrina. Os fios dourados encontravam-se juntos e bem amarrados em um rabo de cavalo onde nem um fio sequer ousava sair do lugar. Vestia um suéter nude por cima de uma regata branca a manga direita descendo um pouco da altura do ombro; a calça jeans e o tênis levemente surrado davam seu charme final, deixando-a verdadeiramente como uma adolescente qualquer a caminhar pela grande e vasta cidade de Londres. Seus olhos azuis brilhavam a cada piscadela que dava em direção à cabine telefônica que a levaria para o subsolo, para o Ministério da Magia.

Adentrando na pequena caixa, a garota fora acompanhada por outro jovem. Seus traços diziam que não era dali, muito menos seu sotaque, um tanto quanto diferente. O garoto era irlandês. Sorrindo e cumprimentando-o, Melysia estranhava a si mesma; estava sendo simpática demais. Os olhos do garoto, porém, vidraram-se nela. Já sabia o que estava acontecendo. Sua felicidade ativara seu dom natural para encantar os homens, não que ela não gostasse ou gostasse disso, mas muitas vezes, gostaria de levar uma conversa normal com certas pessoas.

Passando sua mão diante do rosto do rapaz, tentando tirá-lo do transe, não obteve grandes resultados. Cruzando seus braços e batendo a ponta de seu pé no chão de forma a construir um ritmo a garota tentava evitar o olhar ficcionado do jovem. Ao estacarem no primeiro andar, ou seja o átrio, Melys apenas pensou em afastar-se o mais rápido possível dele. Pensava se ser meio-veela seria uma maldição ao invés de um dom.

Caminhando apressadamente, levando em conta que já estava quase atrasada, tinha apenas mais cinco minutos para chegar ao horário marcado com sua mãe, adentrou ao elevador e foi imediatamente espremida por outros bruxos. O odor era até que agradável, ao menos.

Passaram-se dois demorados minutos até que o transporte parasse no segundo andar para que a garota pudesse finalmente descer e correndo, literalmente, aproximou-se da porta 268, a porta do escritório de sua mãe, batendo com delicadeza na madeira maciça. Posso entrar? Perguntou suavemente colocando sua cabeça para dentro do recinto.

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16:54:24

A World disastrous
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Trabalhar naquele lugar era um inferno. Literalmente, bancar de boazinha e se controlar para não matar quem se opunha era algo muito, muito difícil de resistir. Mas ficava feliz ao saber que logo tudo aquilo acabaria. Assim esperava. Seus ataques psicóticos não tinham ocorrido desde então pelo afastamento de seu marido, que lhe pediu gentilmente que se controlasse. Era isso que ela tinha de fazer, afinal.
O dia estava irresistivelmente ensolarado, um bom sinal para os trouxas que passeavam e se divertiam. Infelizmente – ou felizmente -, Liesel tinha que ficar trabalhando. Papeladas a arrumar, falar com seres de baixo nível... Não era um trabalho para ela, com certeza. Talvez a única coisa que gostasse naquilo tudo era o dinheiro que ganhava. Não, não, isso era indiferente para ela. Preferia mil vezes estar nas ruas lançando feitiços para todos os lados e decepando a cabeça de alguns sangues ruins importunos.
Riu com a forma de diversão que passava em sua cabeça, tentando parar com tais antes que suas mãos começassem a coçar para pegar a varinha. Agora ela estava no Ministério, fazendo seu serviço, apenas isso. Todavia, tinha convidado sua filha, Melysia, para lhe servir com a sua presença. Mal tinha tempo de aparecer na mansão, e quase nunca via seus filhos. Liesel podia ser uma pessoa verdadeiramente má, em seu instinto, mas a única coisa que lhe agradava e a fazia pensar duas vezes era sua família, principalmente seu marido e seus filhos. Amava-os incondicionalmente; se é que amor existe para um ser como aquele.
Olhou para o relógio enquanto sentou-se em sua poltrona e olhou para mesa. Revirou os olhos. Faltava pouco menos de cinco minutos para que sua filha chegasse ao local, e Liesel era bem rígida quanto aquilo. Melys sabia que não podia atrasar-se nem meio segundo. Suspirou e viu uma cabeça passar pela porta, segundos antes da voz tímida de sua filha pedir para entrar. Liesel deu um sorriso sincero que se desfez no momento que ela ergueu o braço e pegou um papel e uma pena, assinando com seu nome e carimbando.
- Bem na hora – Disse de forma que ela ouvisse, e após, levantou-se e andou até um pouco a frente da sala, colocando as mãos para trás e esperando que sua filha entrasse – Vamos, me dê um abraço.
Quando você ia vê-la falando/fazendo isso em público? Nunca. Já tinha fechado as janelas, estava tudo bem ser ela mesma com a sua filha. Ergueu os braços, esperando que Melys lhe saudasse. Queria ir para casa, ver sua família novamente. Queria que, naquele momento, Rafael e seus filhos estivessem todos unidos, rindo e se divertindo, enquanto assistiam um tipo de tortura medieval.


 

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OH HOME, LET ME COME HOME...

Melys não hesitou em sorrir sem medo algum e correr para os braços da mãe. Poderia ser sua filha adotiva, mas crescera em sua companhia desde quando era uma criancinha, encontrada perdida no meio do nada. Sentia-se novamente em casa quando abraçada pelos braços calorosos de Liesel. Sorrindo novamente para a mesma enquanto retirava-se do nó de braços e abraços, soltou um longo suspiro, contemplando o local onde se encontravam. Tomando a liberdade de sentar-se em uma das cadeiras a frente da escrivaninha da mãe pensou em algo para puxar como assunto naquele momento.

Muito trabalho ultimamente, mãe? A garota fazia questão de chamá-la pelo codinome mais comum que poderia se encontrar no mundo. "Mãe", sentia tanta falta de proferir tal palavra que era algo mágico. A mulher que a criara passava agora muito tempo no trabalho, assim como o homem que a acompanhara. As coisas já não eram mais as mesmas.
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OFF: Posts entre Liesel e Melys pausados. Qualquer intervenção entre ambas será desconsiderada.
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Nova vida, novos planos e sonhos, atuando em um caminho totalmente novo.... ou será que não? É complicado olhar para trás e ver que o meu passado foi o oposto do que está sendo agora, tudo em ordem, seguindo regras, dialogando mais e sobretudo, agindo educadamente. De qualquer modo não tive escolha, tive que seguir em um cargo que nunca pensei que ocuparia, mas até o momento, não está sendo ruim, já que não encontrei ninguém ainda para me fazer perder a paciência, que já está curta. O Ministério estava silencioso, por algum motivo não tinha ninguém trabalhando no andar em que eu me encontrava, as luzes estavam apagadas, os tapetes um pouco sujos, aparentemente nem os elfos apareceram por aqui hoje. Circulando pelos corredores, analisando os cômodos, pude ler em uma das placas o nome de alguém um tanto quanto familiar, ou melhor, bem familiar. Liesel L. Syddle Bolter, sua mulher. Parei por alguns instantes, fitando a suposta placa, enquanto milhares de pensamentos invadiam minha mente, em um sentimento de nostalgia e medo, insegurança, mas ao mesmo tempo surgindo pingos de esperança. O "fim" foi mais difícil do que eu esperava que seria, logo após ter sido preso e não ter outra opção a não ser entrar para o Ministério. Mas o mais difícil foi ter me separado de minha mulher, a única que me apoiava e me dava forças, já que eu estava em situações precárias, na época. Mas enfim, receio que devo ter ficado minutos e minutos refletindo na frente da porta, mas não abri a mesma para conferir. Dito e feito, ao girar a maçaneta, empurrei e soltei a porta devagar, deixando-a bater suavemente contra a parede, enquanto observava a sala - grande, robusta e repleta de detalhes -. Em passos lentos adentrei a sala, observando-a e percebendo que era realmente a sala dela, tinha tudo que ela gostava, nos mínimos detalhes. Sobre a mesa algo atraiu a minha atenção: sua varinha, a mesma que ela usou em todos esses anos. Apanhei-a e a observei, deslizando o dedão pela mesma, como se estivesse conferindo os últimos detalhes. Romeira e corda de coração de dragão, 27 centímetros; a própria. Enquanto eu a observava, um filme passava pela minha mente, com tudo o que aquela varinha já havia feito contra outros bruxos, em proteção à família Syddle Bolter e a mim, principalmente.
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16:54:24

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Como odiava ter que fazer todo aquele trabalho. Constantemente revirava os olhos e torcia para que a pessoa presenta na suprema corte seja condenada logo. Assim, ela poderia ir para casa esperar pelo que sabia que não iria vir. Repetia as memórias de quando era realizada constantemente. Mais do que poderia contar, devo dizer. As fragmentos de imagens se uniam em sua mente doentia, fazendo-a acreditar que talvez não fosse tão problemática assim.
Ele a fez sentir assim. Normal. Porque ambos tinham o mesmo pensamento. Rafael era o único que entendia o modo de pensar dela.
Por isso que, nesse momento, passava a maior parte do tempo sozinha ou com seus filhos. Estava quase indo embora naquele dia, voltando para a mansão e ficando no seu quarto, como sempre fazia. Aquele não passava de mais um dia tedioso e normal, depois de verificar algumas papeladas da suprema corte e dar algumas palavras com o juiz. Os serviços administrativos cansavam, principalmente, por ela condenar pessoas que fizeram o que ela já fez triplamente pior. E ainda fazia.
Sentiu, todavia, que algo estava faltando. Parou no corredor que estava caminhando e se sentiu estranha. Era como se a marca negra já exposta em seu braço estivesse lhe fazendo doer não só aquela região do seu corpo, mas também sua cabeça. Por precaução, ela colocou a mão onde estava sua varinha, ou melhor, onde deveria estar. Liesel suspirou pesadamente, tentando controlar a própria raiva que sentia de si mesma. Arrumou sua roupa como se estivesse farta de ter que usar aquele uniforme ridículo do ministério e aparatou.
O que viu em seguida, após desaparatar em sua sala a fez ficar com mais raiva ainda: Quando abriu os olhos, pode enxergar um homem, provavelmente também do Ministério, dentro de sua sala. Isso não era o pior... Ele estava segurando sua varinha. A varinha que não deixava ninguém tocar, excerto aquele na qual ela mais matou para proteger. Ela cruzou os braços, tendo seus dedos inquietos, e fechando a mão em um punho. Poderia simplesmente o matar, mas estava sem a varinha, como já tinha dito.
- Largue essa varinha agora se gosta de viver, seu ministerial imprestá...
Silêncio.
Foi quando ela percebeu que conhecia aquelas costas, aquele cabelo... mas não aquelas roupas. De certo, aquilo mexeu com a garota. Sentiu um arrepio passar desde sua cabeça até seus pés. Depois, um pouco de surpresa e adrenalina. Sentiu seu coração bater mais forte; o que não sentia fazia tempos. Antes que pudesse se conter, se viu segurando o ombro daquele homem e o virando bruscamente para si, para que pudesse ver seu rosto.
Não tinha mais dúvidas, era ele.
A única coisa que conseguiu dizer, com a voz miúda e agora baixa, foi:
- O que está fazendo aqui?

 

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E os minutos se passavam, não conseguia largar aquela varinha, e é como se a varinha estivesse fixada nas minhas mãos, não conseguia largar, estava presa. A onda de pensamentos começou a se agravar, começando a dominar a minha mente, me fazendo ter lembranças que eu não queria ter, fazendo com que eu me alterasse, sentindo ódio e sofrimento ao mesmo tempo, destruindo a minha personalidade fria, de sempre, que aguentava toda e qualquer pressão psicológica. O alívio surgiu quando ouvi o barulho de uma aparatação, mas eu estava tão "longe" do mundo real que eu não percebi precisamente de onde veio o feitiço. Por um instante, o silêncio se sobrepôs naquela situação, tudo parecia estar ficando lento, parecido com aquelas cenas de filme de terror dos trouxas. Respirei fundo, e a sensação ruim começou a ir embora, até eu ouvir uma voz, aquela voz. Fiquei imóvel, não conseguia mexer o corpo e minha mente estava limitada, pensando em apenas uma pessoa, a pessoa a que pertencia a voz que eu acabara de ouvir. Senti uma mão no meu ombro, pensei em reagir, mas não consegui, ela foi rápida, me virando para ela, fazendo com que os meus olhos fixassem nos dela, e ao ouvir o que ela disse, deixei o silêncio repousar entre nós enquanto procurava uma resposta nos meus pensamentos, sem sucesso.
- Talvez o mesmo que você, ou não? - Improvisei, pensando agora na possibilidade de uma traição, a traição do caminho das trevas.
Mas quem era eu para julgá-la se isso fosse verdade? Eu estava no mesmo caminho, sendo obrigado a mudar de vida, me humilhando a trabalhar em um local que antes havia destruído. As palavras não saiam, a expressão foi ficando mais séria, talvez o momento nos pegou de surpresa, ou simplesmente ela estaria pensando o mesmo que eu.
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16:54:24

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Cada movimento passou a ser involuntário. Por mais que ela quisesse, não conseguia mexer sua perna, simplesmente sair dali, aparatar. Queria sumir, mas ao mesmo tempo queria ficar. Queria que o tempo parasse por um segundo só e aquilo tivesse uma explicação lógica, mas sabia que não teria. Ambos estavam trabalhando no ministério e se encontraram. Qual era a chance disso acontecer? Uma em novecentas? Todavia, Liesel não estava lá porque queria, ela sabia disso. Mas ele não.
O que mais atordoava a mente dela era o silêncio daquele homem. Qualquer coisa era melhor que aquele silêncio. Ele não tinha o que falar? Achava que poderia voltar assim, como se nada tivesse acontecido? E todas aquelas noites que ela passou acordada, imaginando como ele estaria? Ela, um ser daquele tipo, psicopata, se preocupando com alguém. O valor que era dado talvez não valesse de muito, mas qualquer atenção que ele passasse para ela a iria fazer feliz. Felicidade... Era uma palavra que tinha esquecido, assim como o sentimento em si.
Por fim, quando ele respondeu, Liesel o largou e se afastou. Pensou em ser uma poção polissuco, mas até o cheiro era igual. O contato da pele, os olhos... Não conseguia olhar para aqueles olhos por muito tempo, embora os admirasse mais do que qualquer coisa. Ela não falou nada. Tinha certeza de que, se abrisse a boca para falar, as palavras simplesmente ficariam entaladas na sua garganta. Sentiu seu corpo começar a tremer, as mãos principalmente. O nervosismo a estava possuindo por completo. Raiva talvez... Talvez fosse o sentimento mais presente no momento, depois do amor que ela sentia por Rafael.
Outro problema: não sabia o que responder. E se alguém estivesse escutando? Não podia falar que era infiltrada. Ela balançou a cabeça negativamente, olhando para sua varinha ainda em nas mãos dele. Liesel ergueu o braço e estendeu a mão.
- Me devolva a varinha – Afirmou, tentando manter o tom de voz firme. Não podia ser vulnerável naquele momento.
Estava se controlando. De verdade. Se aquilo passasse dos seus limites e ela explodisse, o que viria a seguir não seria tão bom. Principalmente se ele a devolvesse mesmo a varinha e pior, continuasse naquela sala.


 

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Não encontrava as respostas em seus olhos, e muito menos em sua mente, já que havia perdido a habilidade que antes tinha, de legilimência. Ela parecia nervosa, pelo que dava para perceber, mas ainda sim, no fundo, queria saber as respostas assim como eu. As vozes demoravam a surgir, e nunca entravam em sintonia, adquiriam um tom rude e conclusivo, sem enrolação. Continuava segurando a varinha dela, apertando-a forte, sentindo uma leve pressão da mesma, como se quisesse sair da minha mão e ir para a mão dela, mas eu não estava deixando. Não sabia se poderia confiar realmente nela, se eu poderia dizer o real motivo pelo qual eu agora era funcionário ministerial, não podia, isso poderia custar a minha vida. Vi em câmera lenta o braço dela se estendendo na minha direção, e a pressão na minha mão aumentava, como se a varinha estivesse implorando para ir para a mão dela, com medo de que alguma coisa pudesse acontecer. Ouvi sua voz novamente, ordenando que eu a entregasse a varinha, em um tom de voz firme, autoritário. Permaneci sério enquanto olhava no fundo dos olhos dela, levando minha mão até o braço que ela havia estendido, segurando o seu pulso e apertando, envolvendo-o, puxando ela lentamente para próximo de mim, até que seu pescoço encostasse na ponta de sua própria varinha, esticada.

- Você não respondeu a minha pergunta. - Disse em um tom rude, pressionando a ponta da varinha no pescoço dela e em seguida abaixando-a.

Coloquei a varinha dela na mão da mesma, soltando seu pulso e encarando-a, ainda, ela não parecia confiável, não me dava motivos para confiar nela, e se nós tivéssemos que nos separar de novo? Me virei, me aproximando da mesa e colocando as duas mãos na mesma, me apoiando enquanto abaixava a cabeça, pensativo, respirando fundo.

- Pensei que você havia fugido, que estivesse em um lugar seguro, e não nesse... - Fiz uma pausa, qualquer palavra a mais faria de mim um prisioneiro, talvez. - Por que você está aqui?

Me virei novamente para ela, tirando a minha varinha do bolso e colocando sobre a mesa, do meu lado, mostrando a ela que eu não queria duelar e muito menos qualquer conflito. Queria apenas... uma solução.
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16:54:24

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Sabia que ele não estaria ali por acaso. Teria de haver algum motivo significativo para que ele estivesse se fazendo como funcionário do Ministério da Magia. Ela estava segurando seus sentimentos, tentando não fazer com que a “outra parte” de sua personalidade esquizofrênica retornasse. Fazia mesmo muito tempo desde que aqueles sentimentos não tomavam posse de seu ser. Ela viu o olhar dele, indiferente. Porque aquilo a irritava tanto? No momento que ele segurou seu pulso e a fez aproximar, ela sentiu um calafrio passando pela área que ele o segurava. Um formigamento estranho... Algo, no interior de sua mente, lhe dizia “não o deixe tocá-la”.
Ele aproximou sua própria varinha de seu pescoço, e ela pensou se ele a mataria naquele instante. Com a sua própria varinha. Era algo inadmissível na relação atual de ambos. Ou melhor: era inadmissível. Agora Liesel não tinha mais certeza de nada. Nada que lhe convinha fazia presente. As órbitas azuis da garota se direcionaram as do rapaz, tentando mostrar a raiva que estava escondida atrás de si. Fez um movimento brusco quando ele a soltou, indo para trás e tirando a varinha da mão dele em um ato brusco, também.
- Não irei responder nada até você me dê uma resposta concreta! – Mal tinha percebido que sua voz tinha começado a se elevar. – O que diabos está fazendo aqui?! Porque voltou?! Onde... Onde esteve...!
Viu ele se virar e apoiar as duas mãos na mesa, abaixando a cabeça. Franziu o cenho, dando a volta na mesa e ficando a frente dele. Após ouvir sua segunda fala, ela simplesmente fechou ambas as mãos e bateu forte com tais na mesa, fazendo tudo em cima dela balançar ou até cair. A raiva a fazia não controlar seus sentimentos. Continuava olhando para ele, de frente.
- Você me deixou opção? Você não sabe quantos dias... Quanto tempo eu fiquei esperando pelo nada! E você me aparece aqui, e ainda me questiona?! – As lágrimas começaram a descer pelo seu rosto. Todavia, era uma mescla de ódio e de tristeza, arrependimento. Não poderiam conversar ali sobre o que os dois vieram fazer no ministério. Em um movimento involuntário, pegou sua varinha e, a principio, parecia que iria acertar um feitiço nele, mas o verdadeiro lugar em que estava apontando era para um quadro que estava no local, um quadro com o símbolo do ministério da magia. “Bombarda”, o feitiço chegou perto de atingir o homem na sala, e explodiu o quadro junto a parede.
- Acha que gosto!? Que foi por opção que vim para cá? Você...! – Colocou ambas as mãos na mesa novamente, sentindo as lágrimas agora tomarem todo seu rosto. Respirou fundo e colocou a mão na testa. Tentou controlar seus sentimentos, mas quanto mais o fazia, mais tremia: – Me deixe sozinha, Bolter.
 

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Encarava-a, como se quisesse arrancar de sua mente qualquer coisa que me tranquilizasse, estava esperando muito que não estivéssemos um contra o outro. Acompanhei toda a ira dela, de perto, desabafando todo o sofrimento que ela havia sofrido, se fosse apenas ela... Assim como eu, ela estava cheia de dúvidas, procurando saber também onde eu me encontrava todo esse tempo, o que eu andava fazendo, mas eu não sei se poderia contar... De qualquer modo, teria que confiar nela, até porquê, é a única pessoa em que eu pude confiar a vida inteira, e se a minha vida tiver que terminar aqui, que termine nas mãos dela, pois não admito que mais ninguém me toque. Procurei manter a calma, ouvindo a explosão de sentimentos dela, enquanto ela perguntava, perguntava e perguntava. Por um momento, quando a vi apanhar a varinha, pensei que me mataria, sim, cheguei a pensar que me mataria, mas apenas ouvi o feitiço estourando um quadro na sala, e estilhaços se espalhando pelo chão. O feitiço passou perto, pude sentir o vento em uma velocidade absurda próximo ao meu ouvido, mas eu confiava nela, tanto que nem coloquei a mão em minha varinha. O silêncio permaneceu por um momento, até que eu vi lágrimas escorrerem do seu rosto, aquilo me deu um baque muito forte, me fazendo sentir a mesma sensação que havia sentido antes dela chegar. Lembrava apenas do sorriso dela, das loucuras que fazíamos juntos, e não de sua tristeza. Não era justo, não era justo acabar dessa forma.
- Pois bem, que seja, eu vou confiar em você. - Disse saindo de frente da mesa, indo até próximo a uma janela, de costas pra ela, olhando para fora da mesma onde começava a chover. - Você estava junto a mim quando tudo deu errado, você me viu envolvido naquelas correntes... Eu sinceramente achei que tudo acabaria ali, todos os nosso planos. - Fiz uma pausa, encostando a cabeça na janela e apoiando as duas mãos na parede.
Começava a reproduzir as cenas de tortura nas celas de Azkaban, foi horrível, eu nunca acreditei que tudo poderia dar errado, nós dois havíamos confiado em pessoas erradas, comensais que deveriam ter sido mortos por nós mesmos.
- Eu perdi tudo o que eu tinha, inclusive você, acredite, eu tenho sorte de ainda estar vivo. Eu não tive opção, me fizeram esquecer todo o meu passado obscuro, tudo o que eu conquistei enquanto bruxo das trevas. Eu estou aqui hoje para tentar me reerguer, e não porque eu quero. - Disse me virando para ela, puxando a manga do meu blazer do braço esquerdo e mostrando à ela. - Eu perdi a marca, a minha marca, mas não acabou aqui.
Me aproximei dela, lentamente, vendo que ela não olhava para mim, continuava com a cabeça baixa, despejando lágrimas sobre a mesa. Levei uma mão até seus cabelos, colocando uma mecha atrás de sua orelha, passando meus braços em volta de seu corpo, abraçando-a.
- Eu não abandonei você, acredite, não foi por querer. - Sussurrei, fechando meus olhos.
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16:54:24

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Estava tão desolada e ao mesmo tempo tão triste e feliz por saber que ele estava vivo... Todos os dias ela chegava a pedir – não sabia para quem, já que era cética -, pedir para que ele estivesse bem. Por ela. Pelos seus filhos. Pela família deles. Liesel chegava a não acreditar, muitas vezes, em seus pedidos. Teve surtos várias vezes enquanto esteve sozinha, enquanto estava, acima de tudo, sem ele. Tudo tinha acabado de um jeito trágico, de um jeito que ela se arrependeu eternamente de ter acabado. Mas o que tudo prova agora é que realmente não tinham chegado a um final.
Ela escutou tudo o que ele disse, apenas vendo o movimento de seus passos, continuando a olhar para baixo. Sentia seus olhos vermelhos e seu rosto totalmente molhado. As lágrimas caiam involuntariamente, assim como quase todo movimento de seu corpo. Sua respiração era abafada, mostrando todo sofrimento que estava passando. Quem imaginaria, Liesel daquele jeito? Sempre tão imponente e superior, e agora estava daquele jeito...
Ele com certeza não estava ali porque queria. Pode ver apenas um semblante do que já foi a marca negra em seu braço. E sentiu o dela pulsar. Ela tinha que falar para ele, não aguentaria segurar para si mesma. Deu um suspiro, tentando se tranquilizar; em vão.
- Eu... Não trai ninguém. Não trai você. – Ela disse, erguendo um pouco sua blusa e mostrando o que de certo seria a marca negra, e depois, abaixando a manga novamente. Foi à única coisa que conseguiu falar, e quando levantou seus olhos, Liesel já estava entretida com o cheiro e o toque daquele homem. Nunca deixaria alguém tocá-la. Sentia nojo, repulsa. Apenas ele... O toque dele era especial, a fazia sentir formigamentos, e mais do que isso, se sentir bem. Amada.
Colocou a mão por cima da dele, fazendo-o sentir sua mão tremendo. E depois, sentiu os braços dele a envolverem. Suspirou pesadamente, sentindo as lágrimas cessarem por um minuto, enquanto ela teve forças apenas de envolver uma mão em volta do corpo dele e segurar em seu casaco. Sua cabeça ficou próximo do pescoço dele, sentindo aquele cheiro. Ah, como sentiu falta de tudo aquilo. Pareciam incontáveis as horas que esperaria para sentir seus braços novamente.
- Eu acredito em você – Disse com a voz fraca, quase em um sussurro. Queria mostrar que realmente confiava nele. Talvez ela fosse uma idiota, mas se sentia bem com ele. E faria de tudo, absolutamente de tudo para que ninguém o tirasse mais dali, onde era seu lugar.
 

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O momento era único, já fazia muito tempo que ele não a sentia em seus braços, não protegia ela como fazia antes. Passou a maioria do tempo desejando isso, sendo obrigado a pensar na possibilidade de que isso nunca mais aconteceria, mas no fundo sempre havia um pingo de esperança. Mesmo humilhado por estar trabalhando no Ministério, se sentia feliz de estar na presença dela, e talvez, se alguém nos pegasse juntos na sala poderiam desconfiar de alguma coisa, já foi difícil convencer eles de que nós agora serviríamos apenas ao ministério, pelo menos eu. Vi a marca negra no braço dela, permaneci intacto, surpreso, como ela ainda estava com a marca sendo que... é claro, as trevas não acabaram ainda. Pensei comigo, não falando nada para ela, ainda abraçando-a forte, tentando consolá-la, acima de tudo, de qualquer dificuldade que passamos, era minha mulher e minha amada. Ouvi o que ela disse, abracei-a mais forte assentindo com a cabeça, sentindo a mão dela sobre a minha, trêmula, me fazendo acariciar seus cabelos com uma das mãos, dando um beijo na sua testa.
- Eu sei, me desculpe, meus pensamentos andavam muito confusos nos últimos tempos. - Disse, parando de abraçá-la, colocando uma das mãos em seu queixo e levantando seu rosto. - Isso irá mudar, confie em mim.
Estiquei o meu corpo e apanhei a minha varinha que estava sobre a mesa, do outro lado, observando-a, estava toda riscada, um pouco quebrada, mas ainda era a mesma, a minha varinha. Não sabia nem se ela funcionava, não a usei desde a última noite na mansão, que também foi destruída. Com um aceno repentino da varinha, a porta se fechou, e a lareira começou a pegar fogo, aquecendo o local. Guardei a varinha no bolso, enquanto tirava o blaser, deixando-o sobre um objeto semelhante a um cabide, e logo desfazendo o nó da gravata, aquilo estava me sufocando.
- Não estou acostumado a usar isso. - Dei um riso baixo, desenrolando e tirando, deixando também sobre o "cabide".
Arregacei as mangas e voltei para perto dela, puxando uma cadeira para ela se sentar, e logo uma para mim, indo até um filtro de água e pegando um copo para ela, depositando sobre a mesa e sentando ao lado dela, observando-a.
- Tome, vai ajudar. - Disse dando um sorriso rápido, colocando mais uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. - Agora me conte você, como você veio parar aqui?
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